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GRELHADOS
NA BRASA DO
MEIO-DIA
de 2a a 6a feira
Bondiola
“A nova estrela
das grelhas”
Copa Lombo grelhada. Acompanha purê de abóbora, arroz,
feijão, fritas e salada.
Assado de Tira
Costela Fina de Boi, grelhada na hora. Acompanha arroz,
feijão, fritas e salada
Bife de
Chorizo
ou Bife Ancho Argentinos
Acompanha arroz, feijão, fritas e salada
Picanha Argentina
Acompanha arroz, feijão, fritas e
salada.
Costelinha Suína
Acompanha arroz, feijão, fritas e
salada.
Os pratos acima fazem parte do nosso cardápio promocional
válido no almoço de 2a. a 6a. feira, exceto nos feriados |
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Cerveja
Uruguaia
o trio:
Norteña, Pilsen e Patrícia
garrafas 960ml

cardápio
do Restaurante
Bar Buenos Aires
Caponata, Abobrinha, Sardela, Matambre, Empanadas ao forno,
Triples de miga,
Talharim ao puro ovo
Ravióli de espinafre,
Tortelli de abóbora,
Ravioloni de ricota e nozes, Ravióli de carne e funghi,
Ravióli de frango, Raviolini
de mozarela de búfala, Lasagna tipo bolonhesa, Lasagna de
espinafre,
Pernil de Cordeiro ao forno, Pernil suíno, Boeuf Bourguignon,
Locro, Pastel de Papas, Entrecôte en route,
Peito de frango recheado, Coelho com azeitonas verdes, Torta de
alho poró, Torta pascualina, Parrilla (churrasco argentino)
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Delícias da Carne
por Hugo
Ibarzábal |
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Além
da fama de melhor carne do mundo, a Argentina ainda conserva pratos que
fazem
parte de sua história.
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proprietário do Bar
Buenos Aires
para Basilico - a gastronomia na Web
publicado em 01/03/2002
basilico.uol.com.br |
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Quando se
fala em Argentina, pensa-se logo na melhor carne do mundo. Os grandes
pratos nacionais são a base das maravilhosas carnes argentinas. O expoente
máximo da culinária nacional é o asado criolo: asado de tira (tiras
de costela), vacío (fraldão), morcilla (lingüiça de sangue),
chorizos (lingüiças) e miúdos, como mollejas (timo), riñones
(rins), chinchulines (tripas) e criadilla (testículos).
Assados em uma grelha (daí o nome parrilla para o churrasco argentino), sob
um colchão de brasas de madeira dura ou carvão, tais cortes e miúdos
constituem o cartão-postal da culinária do país.
As carnes
geralmente vêm acompanhadas de batatas (papas fritas), saladas (ensaladas)
e provolone grelhado e temperado (provoletta). Porém, parece
disseminar nos restaurantes argentinos a tendência de divulgar mais os
pratos tradicionais do que os pratos típicos dos primeiros habitantes da
região. Entre os primeiros, estão embutidas várias influências estrangeiras
vindas dos imigrantes, como espanhóis e italianos.
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Outros pratos típicos
O tradicional
puchero criolo é uma modificação do cozido espanhol; é
feito com mais carne (entre elas vitela, chouriço, toucinho, frango e paio)
e menos grão-de-bico, como dizem os espanhóis.
A
carbonada (o nome vem do inglês carbonade ou do francês charbonne)
— que significa carvão—, outro prato típico portenho, deve ter sua origem
nas carbonnades francesas, que são carnes cozidas em panela sobre
brasas de carvão ou diretamente nas chamas.
Mas há
mais a conhecer na culinária dos Pampas. As famosas empanadas, uma leve
massa recheada com pedacinhos de carne, cebola, ovos, azeitonas e temperos,
têm origem na "empanada galega", à base de peixe.
Além
das
parrillas, a maioria dos restaurantes portenhos serve massas -
como o popular nhoque - guisados, cozidos, peixes e frutos do mar.
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História dos Pampas
Pratos à base de milho como locro (carne guisada variadas, como a de
porco e boi, com batatas e milho), tamales (folhas de milho recheadas
com carne de boi, porco e frango) e humitas (creme de milho cozido e
temperado, espécie de pamonha salgada, servido em folhas de milho),
constituíram a dieta comum dos primeiros habitantes dos Pampas. Tais pratos
ainda persistem no Norte.
Mas a
chegada dos colonizadores espanhóis no século 16 começou a modificar os
hábitos alimentares dos argentinos. E as migrações espanholas e italianas em
massa, entre os séculos 19 e 20, alteraram ainda mais o perfil gastronômico
do território da Nova República Americana.
Imigrantes galeses e ingleses ocuparam a Patagônia. Árabes, alemães e judeus
se instalaram no nordeste do país. Todos esses povos contribuíram para
caracterizar a culinária argentina atual.
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Hugo Ibarzabal é
autor do guia "Buenos Aires, Passo a Passo" - editora Página Viva - e
proprietário do
Bar Buenos Aires |
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www.manualdochurrasco.com.br/ |
Carne a Las Brasas |
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Prato
típico nacional na Argentina e Uruguai, a “parrillada” é um jeito diferente
de fazer churrasco. Ao invés de privilegiar as chamadas “carnes nobres”,
aproveita com muita criatividade e sem nenhum preconceito várias
alternativas de sabor e textura do mesmo boi. Veja como é.
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A sugestão
desta matéria veio do leitor Carlos Sá, de Juiz de Fora-MG. Segundo suas
próprias palavras: “- Sou filho de uruguaia e gaúcho de Bagé, e já tive
várias oportunidades de comer a ”parrillada“. Mas, como estou afastado a 18
anos do Rio Grande do Sul, perdi um pouco o contato com a técnica de como
prepará-la. Gostaria então de sugerir uma entrevista com um ”parrillero“
uruguaio ou argentino, seus métodos de temperar ”carne a las brasas“, com
salmoura, etc.”. Sugestão aceita, fomos entrevistar o simpático e experiente
Hugo Ibarzábal, argentino residente no Brasil desde 1979, proprietário e
responsável pela cozinha durante mais de 20 anos do restaurante Martin
Fierro, a primeira e mais tradicional casa especializada em
comida argentina
de São Paulo, localizada na Vila Madalena. Hoje, ele é proprietário e
responsável pela cozinha do Bar Buenos Aires em Embu das Artes-SP.
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Hugo Ibarzábal |
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Parrilla |
Origem e
Receitas
Segundo Hugo, “parrilla" ou “parrilha”, como também se pode chamar de uma
forma aportuguesada, é a grelha de ferros paralelos mais usada na Argentina
e no Uruguai, os países banhados pelo Rio da Prata, onde a parrillada é o
prato típico nacional. É um churrasco feito “a las brasas”, integrado por
diferentes miúdos de boi e tipos de lingüiças e embutidos. Uma parrillada
normal leva de embutidos: o “chorizo” (lingüiça mista de carne de porco e
boi) e “morcilla” (embutido feito à base de sangue de porco cozido e
temperado, conhecido entre nós como morcela ou chouriço, e que os franceses
chamam de “boudan noir”); e os miúdos: “mollejas” (a glândula “timo”
localizada no pescoço dos animais, iguaria muito apreciada também na França
– onde é conhecida como “Riz de Veau” – e na Itália – chamada de
“Aminella”), as tripas do intestino fino, que os rio-platenses chamam de
“chinchulines”, os rins, etc. Na parrillada completa, alguns restaurantes
colocam também na grelha pedaços não muito grandes de carne bovina e de
porco (costelinhas) e servem a receita num braseiro que vai diretamente à
mesa do cliente. Eu, pessoalmente, acho perigoso esse método, porque as
carnes correm o risco de passar do ponto, a não ser que estejam sendo
preparadas por um parrillero muito experiente. Como é o caso, por exemplo,
do Wladimir, da churrascaria típica uruguaia “El Tranvia” (O Bonde),
localizada na Vila Madalena, em São Paulo, que, por ser um profundo
conhecedor do assunto, coloca as carnes no braseiro ainda um pouco
mal-passadas para que elas não fiquem além do ponto durante o ritmo normal
da refeição.”
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Sabor
Exótico
E ele completa: “-É, na minha opinião, uma pedida muito boa, pois você tem a
oportunidade de experimentar tudo o que o churrasqueiro tem na grelha, o
sabor geral da “parrillada”. No Brasil, não é comum o uso de miúdos de boi e
é difícil encontrá-los para comprar nos açougues. Porém, os grandes
frigoríficos os exportam com muito sucesso para a França, Itália e outros
países do centro da Europa. Uma outra receita adaptada surgiu na época em
que o mercado cambial estava favorável à Argentina e o fluxo de turistas
brasileiros para lá era grande. Os restaurantes argentinos e uruguaios
preparavam uma parrillada só de carnes de boi, porco, frango e lingüiças
para atender a esses clientes que gostam de churrasco servido no braseiro na
mesa, mas não estão acostumados com os sabores exóticos dos miúdos assados
na brasa. Quanto ao “tempero com salmoura” também é uma forma rio-platense
de usar o sal grosso. Ao invés de ser usado diretamente na carne, ele é
dissolvido em água, na proporção de uma colher de sopa para um copo de água,
e essa “salmoura” é pincelada sobre a carne na hora de ir para a grelha.
Agora, abram um bom vinho tinto e brindem conosco: saúde e bom apetite!”
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Chorizos |
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Mollejas |
Concluindo
O papo descontraído aconteceu num sábado de manhã, no Restaurante Rancho do
Vinho, localizado na Rodovia Régis Bittencourt, km 293,5, em Itapecerica da
Serra e contou ainda com a presença do Silvio de Godói, um dos proprietários
e responsável pelo cardápio da casa. Claro que depois de tudo bem explicado
pelo Hugo, a parrillada que ele preparou como exemplo foi devidamente
experimentada em todos os seus detalhes. “Mollejas”, a tal glândula timo,
localizada no pescoço dos animais, que é fatiada e temperada antes de ser
grelhada, é uma das novidades para o nosso paladar que pode ser
experimentada sem sustos. Pode não causar uma boa impressão à primeira
vista, mas tem sabor suave e algo parecido com o de fígado de boi. Já os
tais “chinchulines” têm sabor forte e sua textura lembra a de anéis de lula
fritos. Quanto aos embutidos, apenas a morcilla não é tão conhecida entre
nós. As lingüiças (“chorizos”) são iguais em textura e sabor às que
conhecemos. “Parrillada”: sem preconceitos é possível “experimentar tudo o
que o churrasqueiro tem na grelha” e conhecer sabores até então nunca
imaginados. Vale a pena.
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Está fazendo careta por quê?
São iguarias. |
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'São
ingredientes fantásticos, e muito bons, desde que o cliente não saiba o que
está comendo.
Mas se o cozinheiro conta a verdade, as pessoas ficam
chocadas',
brinca o chef argentino Hugo Ibarzábal
Da Redação |
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Línguas,
glândulas, bochechas de animais. Antes de fazer cara feia, leia esta página
até o fim e anime-se a experimentá-las. Elas não são apenas gostosas, são
iguarias. A cara da vitela, por exemplo, o joue de veau, é prato clássico
francês, celebrado no menu do chef Alain Ducasse, detentor de três estrelas
Michelin. Já a língua de pato, especialidade da cozinha chinesa cantonesa, é
um produto difícil de conseguir, de alto custo e muito apreciado por
gourmets.
'São ingredientes fantásticos, e muito bons, desde que o cliente não saiba o
que está comendo. Mas se o cozinheiro conta a verdade, as pessoas ficam
chocadas', brinca o chef argentino Hugo Ibarzábal, que serve em seu cardápio
as mollejas, ou ris de veau - a glândula timo da vitela, algo que, no
aspecto, lembra um rim, ou o pâncreas. Celebrados em seus países de origem,
eis aqui cinco finos produtos que, aos poucos, vão se aproximando das mesas
brasileiras |

Laurane Cerullo e
Hugo Ibarzábal
Restaurante Bar Buenos Aires |
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Mollejas
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Timo
Crua, é uma víscera arredondada, quase sem cor. Mas na panela... 'Antes de
cozinhar é esquisita. Mas fica muito saborosa', diz o chef Geraldo
Rodrigues, do restaurante Freddy. A aparência não é muito chamativa porque o
ris de veau é a glândula timo da vitela. Mais ou menos do tamanho de uma mão
fechada, é chamada molleja na Argentina e aminela aqui no Brasil. Seu sabor
não é muito forte, lembrando uma carne branca e tenra. Na França, pratos com
a iguaria são clássicos, servidos com molhos grossos, como madeira ou rôti.
'Quem aprecia são os franceses, que estão acostumados com a receita caseira
do ris de veau', diz o chef. Por aqui, não é muito fácil de encontrar o
ingrediente. O restaurante Freddy traz a aminela de Taubaté e, mesmo assim,
com alguma dificuldade. No restaurante Bar Buenos Aires, do argentino Hugo
Ibarzábal, as mollejas vêm da Argentina ou do Uruguai. 'Os portenhos também
têm o costume de pedi-las', explica o cozinheiro. Na Argentina, elas são
preparadas simplesmente com sal, na grelha, por quinze minutos. 'É uma
iguaria fina e deliciosa. Asso no fogo ou faço fatias finas e dou uma rápida
fritada', explica. Em seu país, a molleja é prato tradicional, apesar de
rara e cara. Afinal de contas, cada vitela tem apenas duas aminelas
pequenas, cerca de 25g cada. Como a víscera é gordurosa, ele costuma fazer
um branqueamento, na água fervente com limão, para ficar menos oleosa (...)
cópia parcial do artigo publicado no jornal
O
Estado de São. Paulo em 14/09/2006
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