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Saia
de São Paulo
Respire outros ares e visite Embu das Artes, a apenas 20 km
de São Paulo
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cardápio
do Restaurante
Bar Buenos Aires
Caponata, Abobrinha, Sardela, Matambre, Empanadas ao forno,
Triples de miga,
Talharim
ao puro ovo
Ravióli de espinafre,
Tortelli de abóbora,
Ravioloni de ricota e nozes,
Ravióli de carne e funghi, Ravióli de frango,
Raviolini de mozarela de búfala, Lasagna tipo bolonhesa, Lasagna de espinafre,
Pernil de Cordeiro ao forno, Pernil suíno, Boeuf
Bourguignon, Locro, Pastel de Papas, Entrecôte en route,
Peito de frango recheado, Coelho com azeitonas verdes, Torta de
alho poró, Torta pascualina, Parrilla (churrasco argentino)

Cerveja
Uruguaia
o trio:
Norteña, Pilsen e Patrícia
(garrafas 960ml)
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Quinta-feira, 12 de janeiro de
2006 |
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PALADAR |
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Luiz Américo Camargo
RESTAURANTE
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BUENOS AIRES, PASSO A PASSO
No Embu, o
refúgio do chef portenho
Hugo Ibarzábal
prepara grelhados e massas numa casa rústica (e continua fazendo
empanadas sem igual)
O argentino Hugo Ibarzábal praticamente ensinou os paulistanos
a comerem empanada.
Mas é provável que não tenha revelado todos os
truques de como fazê-la - ou que os outros não tenham aprendido à
risca. |
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A dele continua, sem dúvida, a melhor. O
cozinheiro que começou sua trajetória gastronômica em 1979,
preparando o quitute de forma quase despretensiosa, fundou o
restaurante Martin Fierro e, mais recentemente, comandou por um
breve período o San Telmo, agora é dono do prosaico Bar Buenos
Aires, em Embu das Artes, a poucos minutos da capital.
A vida, diz ele, melhorou. Agora, aos 67 anos,
Hugo está perto do sítio onde mora e já não sofre com o trânsito.
O ritmo de trabalho também é outro. O
movimento aumenta mesmo nos finais de semana, quando hordas de
paulistanos e turistas de outras cidades vão visitar a feira de
artesanato e as lojas de móveis, a maior atração do lugar.
Tudo mudou, menos a
empanada, que continua vistosa, de massa leve e
recheio sempre bem temperado - como a de carne, que tem aquele
toque inconfundível de aji molido.
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Na casa rústica, caiada por fora e sem
grandes luxos por dentro, quem recebe os visitantes é sua mulher, Alejandra
Isasmendi. A cozinha, Hugo divide com Laurane Cerullo, especializada em
sobremesas (como a tentadora panqueca de dulce de leche, feita com doce de leite
argentino).
É de lá que saem não apenas os grelhados,
como os bifes ancho e de chorizo, carros-chefe do Buenos Aires, mas pratos que o
mestre-cuca executa geralmente sob encomenda, com o o pernil de cordeiro ao
forno e o coelho com azeitonas verdes.
Seguindo a reconhecida expertise argentina no
manejo da cucina italiana, Hugo também prepara massas frescas delicadas, como o
talharim e o raviolini, todas feitas ali mesmo. |
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As carnes talvez ainda não
estejam à altura dos melhores dias do Martin Fierro e do San Telmo
(há que se esperar, pois uma nova churrasqueira acaba de ser
construída).
A carta de vinhos é limitada e
carece de rótulos mais nobres (o que ele promete acertar ainda no
início do ano). Mas a empanada tem o frescor dos idos de 1980 e
você não vai se arrepender deste bom passeio para os dias
tranqüilos de janeiro.
Telefone antes, pois a casa reabre na semana
que vem, pegue o Rodoanel, avance pela estrada até o Embu. Dê uma
voltinha por lá e se renda ao clima acolhedor do restaurante e à
generosidade do cozinheiro - qualidade já conhecida por quem teve
a chance de viajar levando na mala o guia 'Buenos Aires, Passo a
Passo', um dos melhores do gênero e que Hugo deve reeditar ainda
neste ano.
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Prezado
Luiz Américo Camargo,
Muito obrigado pelos simpáticos comentários sobre nosso
novo
restaurante em sua coluna de
O Estado de São Paulo.
Volte breve para ver-nos.
A nova churrasqueira
ficou pronta e está perfeita.
A carta de vinhos está muito mais
interessante agora. As
empanadas continuam como sempre.
Abraços do Hugo Ibarzábal
Bar Buenos Aires
Fevereiro de 2006
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